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Entrevista com o Dr. e Deputado Darcísio Perondi

Confira a entrevista realizada com o Dr. e Deputado Darcísio Perondi:

A Assistência Domiciliar vem sendo desenvolvida no Brasil há pouco mais de duas décadas, tendo à frente a atuação de 150 mil pessoas, entre médicos, profissionais de enfermagem e outros profissionais de saúde. Como médico e presidente da Frente Parlamentar de Saúde, de que maneira o senhor avalia a importância da Assistência domiciliar para o Brasil e para o paciente?
PERONDI: A assistência domiciliar,  junto com as equipes de saúde da família, pode significar a volta do médico generalista. Antigamente existia, antes dessa segmentação em subespecialidades da medicina. Eu me lembro, do meu pai, um renal crônico, doente, há 50 anos, sendo atendido em casa. No home care, as pessoas que dão assistência em casa, sabem até os nomes dos integrantes das famílias que estão atendendo. É um belo caminho para recuperar e estimular a volta do médico generalista e do clínico geral. O home care é bem-vindo. Ele evita a longa permanência do doente no hospital, que eleva custos e aumenta a possibilidade de infecção hospitalar. O home care também permite o relacionamento da equipe médica interdisciplinar com os familiares. Isso é humanização e deve ser estimulada cada vez mais no Brasil, tanto na área privada quanto pública. Claro que existem implicações trabalhistas e profissionais, mas  que vão se definindo com o tempo. Existem experiências na área privada de saúde. No setor público tem a experiência do Programa de Saúde da Família, que não é assistência domiciliar e não é tão completa. Tem também  uma Portaria do Ministério da Saúde estimulando cidades com mais de 100 mil habitantes  a ter assistência domiciliar.

Como o senhor avalia a importância do profissional Médico na Assistência Domiciliar?
PERONDI: É mais um mercado para o médico. Uma oportunidade de ouro para que se retome a formação de clínicos gerais, que dão mais atenção ao paciente, que trabalham a família e se aprofundam na dinâmica familiar. É uma área enriquecedora para o profissional médico.

Aos poucos, instituições educacionais da área da saúde estão identificando a oportunidade, senão necessidade, de incorporar disciplinas que abordem o tratamento do paciente em domicílio. Na opinião do senhor a incorporação de disciplinas que abordem a Assistência Domiciliar, especialmente em faculdades de medicina, é uma tendência? Poderia comentar?
PERONDI: Eu acho que a assistência domiciliar é uma tendência que está germinando dentro dos currículos das faculdades. Ainda existe muita resistência, em função das subespecialidades. O estudante já entra na faculdade pensando na especialidade que vai gerar mais renda. O currículo tem que mostrar que o estudante pode ser um médico de saúde da família no setor público, um clínico na área de assistência domiciliar, evidentemente com boa remuneração. As faculdades têm que ser mais agressivas, revisarem os seus currículos para estimular esse novo espaço de assistência com essas quatro vantagens macro: relacionamento familiar, redução de custo, redução da infecção hospitalar e a “desospitalização”. De fato, a assistência domiciliar ainda é uma área obscura para os profissionais médicos. O ensino médico precisa sim avançar nesta área.

Em abril/2012, segundo pesquisa do Datasus, o Brasil tinha 284.972 médicos. Sondagens realizadas pelo Grupo Ideal Care revelaram que a maioria desses profissionais desconhece a Assistência Domiciliar. Nesse sentido, como dar visibilidade em âmbito federal e aumentar o interesse do profissional médico por essa modalidade de assistência?
PERONDI: Isso é um belo desafio, que o Ministério da Saúde, o Conass, o Conasems e a medicina privada devem desenvolver. Tem muitas estratégias, como mostrar os fortes benefícios da assistência domiciliar. O caminho já está iniciado.

O senhor avalia que a Assistência Domiciliar pode se tornar uma especialidade médica? Poderia comentar sua resposta?
PERONDI: Acho que não. Não vejo assistência domiciliar como especialidade. Vejo sim uma chance de ouro de retomar a formação de clínicos gerais e médicos generalistas, com visão de medicina comunitária.

Na sua opinião a atuação do profissional médico na Assistência Domiciliar agrega valor no currículo do profissional? De que forma o profissional pode tirar proveito disso?
PERONDI:  Com certeza. Hoje os médicos têm pressa. Em cidades grandes os médicos têm quatro, cinco empregos e muitos plantões. Existem verdadeiros superespecialistas, que ficam com o paciente cinco a 10 minutos, como em algumas clínicas oftalmológicas. O médico precisa tocar no paciente, olhar no olho do paciente e ouvir o paciente e não entregar uma lista de 99 exames. Isso acontece em clínicas privadas também.  O médico que passa a ter experiência na assistência domiciliar, será um médico com muito mais riqueza na relação médico/paciente. Ao longo de sua vida profissional será muito gratificante. Óbvio que precisa remuneração justa, tanto do plano de saúde quanto do SUS.

Nos últimos anos o Ministério da Saúde implantou importantes iniciativas para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, entre elas está a Estratégia de Saúde da Família (ESF) que compreende a assistência da população, e mais recentemente o Programa Melhor em Casa, para atendimento em domicílio. Por que o Melhor em Casa é importante para o Brasil?
PERONDI: Nós temos no Brasil, hoje, em torno de 35 mil equipes de saúde da família. Elas têm um impacto importante na redução das internações. É um trabalho liderado pelo médico, pela enfermeira, técnicos de enfermagem e agentes de saúde. É a saúde batendo na porta da casa. É óbvio que é preciso um treinamento constante desses profissionais. Eles são os para-choques da injustiça social que ainda campeia neste país, sob o ponto de vista de saneamento, de violência, alcoolismo e drogas. Mas foi um salto decisivo que o SUS, com a ajuda das equipes da saúde da família, deu nesses últimos vinte anos.

Na opinião do senhor quais são os desafios que esse mercado terá pela frente para viabilizar a implementação de equipes de saúde eficazes?
PERONDI: Convencer o mercado, ter preço acessível, promover  treinamento constante e obter o envolvimento da academia da saúde brasileira. E, no setor público, é importante que todas as cidades tenham equipes de saúde da família. Mas há necessidade de financiamento público. Hoje, gasta-se mais dinheiro privado que público na saúde. 60% é gasto privado. Para essa  política de assistência domiciliar obter sucesso, precisará cada vez mais recursos públicos na saúde brasileira. Por isso, é preciso que todos os setores se envolvam na luta para que o Governo Federal destine mais recursos para a saúde. Hoje, ele gasta apenas R$ 1,8 por cada brasileiro/dia. É uma vergonha. Estamos lutando para aprovar uma Emenda Constitucional, obrigando o Governo Federal a investir o equivalente a 10% de suas receitas correntes brutas na saúde. O Governo resiste como o diabo foge da cruz. O atual Governo tem que fazer a escolha certa e eleger a saúde como prioridade.

 

 

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